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Onfalologia Cristã: A Arte de Cultuar o Próprio Umbigo

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Se há uma ciência que merece destaque nos círculos cristãos contemporâneos, esta é, sem dúvida, a Onfalologia Cristã, isto é, o nobre e inquestionável estudo do próprio umbigo. Afinal, quem precisa olhar para Deus ou para o próximo quando há um universo tão vasto e complexo bem no centro de nosso abdômen espiritual? A prática da onfalologia tem crescido exponencialmente entre aqueles que, de maneira piedosa, colocam sua própria importância no trono do coração, garantindo que a humildade permaneça um conceito teológico distante, quase mítico. Os adeptos dessa magnífica disciplina possuem algumas características inconfundíveis. Primeiro, sua devoção ao espelho interior é inabalável. A cada reflexão bíblica, conseguem extrair uma aplicação centrada exclusivamente neles mesmos. O Salmo 23? Evidentemente, trata-se de uma exaltação pessoal à sua caminhada triunfal. O Sermão do Monte? Claramente, uma descrição do quão superiores são aqueles que já alcançaram a iluminação sobre os demais morta...

Qual é o Meu Chamado?

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Introdução Muitas pessoas se perguntam qual é o propósito de suas vidas e como podem cumprir o chamado que Deus tem para elas. A busca pelo chamado é uma jornada espiritual, que envolve autoconhecimento, fé e disposição para obedecer à voz do Senhor. A Bíblia nos mostra que Deus tem um propósito específico para cada um de nós e deseja nos guiar nesse caminho. Como, então, podemos discernir e viver esse chamado? O Chamado Geral e o Chamado Específico Na vida cristã, há um chamado geral para todos os crentes e um chamado específico que varia conforme a vida de cada pessoa. Chamado Geral: Todos somos chamados para seguir a Cristo, amá-Lo acima de todas as coisas e viver de acordo com Seus mandamentos. O chamado universal inclui a grande comissão (Mateus 28:19-20), a santificação (1 Tessalonicenses 4:3) e o amor ao próximo (Marcos 12:30-31). Chamado Específico: Além do chamado geral, Deus tem um plano único para cada indivíduo. Alguns são chamados para o ministério pastoral, outro...

Predestinadas para sermos filhas

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 Em Efésios 1:11, está escrito: "Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade" (NVI). Essa passagem enfatiza que a filiação divina não é um acidente, mas um plano eterno de Deus. Ao longo da Bíblia, várias características de um filho de Deus são descritas, e Efésios 1 nos ajuda a compreendê-las melhor. Aqui estão algumas dessas características: 1. Predestinados para a Adoção (Efésios 1:5) Deus nos escolheu antes da fundação do mundo para sermos seus filhos, adotando-nos por meio de Jesus Cristo. A filiação divina não depende de méritos humanos, mas da graça de Deus. 2. Redimidos pelo Sangue de Cristo (Efésios 1:7) Um verdadeiro filho de Deus é alguém que foi comprado pelo sangue de Jesus, recebendo o perdão dos pecados. A filiação é marcada pela redenção e restauração da comunhão com o Pai. 3. Selados com o Espírito Santo (Efésios 1:13) O Espírito Santo é o selo e a garanti...

A Culpa que Nos Assola ao Ver Nossa Família Morrer sem Salvação

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A dor da perda de um ente querido é sempre devastadora. Mas, para aqueles que creem na eternidade e na necessidade da salvação em Cristo, a tristeza pode ser acompanhada por um peso ainda maior: a culpa. A culpa de não ter falado mais sobre Jesus, de não ter insistido mais na oração, de não ter vivido um testemunho mais forte. Esse sentimento pode nos consumir, nos paralisar e até nos afastar da esperança que temos em Deus. Como lidar com essa culpa? O que a Bíblia nos ensina sobre isso? 1. A Responsabilidade que Sentimos Como cristãos, sabemos que fomos chamados para ser luz neste mundo (Mateus 5:14-16) e que temos o dever de proclamar o Evangelho (Marcos 16:15). Quando vemos alguém próximo partir sem ter feito uma confissão de fé, somos invadidos por questionamentos: "Eu fiz o suficiente?" "Será que minha vida foi um testemunho convincente?" "Poderia ter orado mais?" Essas perguntas revelam nossa humanidade, nosso amor pelos que se foram e, muitas ve...

Te Entrego Minha Vida

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A vida é uma jornada que muitas vezes nos desafia a escolher entre carregar nossos próprios fardos ou entregá-los aos cuidados do Pai. Em momentos de dúvida, incerteza ou fraqueza, o coração humano anseia por descanso, refúgio e paz. Esse anseio é atendido plenamente quando nos entregamos ao Deus que nos criou, sustenta e convida a experimentar a intimidade do Seu amor. Quando olhamos para Deus com o coração sincero e confiante, Ele nos acolhe como um pai acolhe seu filho. Somos chamados a descansar nos braços do Senhor, a entregar a Ele não apenas nossas preocupações, mas toda a nossa vida. Isso não significa abandono das responsabilidades, mas a consciência de que não estamos sozinhos em nossa jornada. Jesus Cristo, em Mateus 11:28, nos convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” A entrega verdadeira acontece quando reconhecemos que só Deus tem o poder de aliviar nossas dores e fortalecer nossos passos. Esse encontro com Deus não é pas...

Você se foi

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Meu irmão, você se foi. Mais um que se perdeu. O tempo, que antes corria apressado, agora parece arrastar-se entre sombras de dor. Há larvas na comida, como se você se recusasse a sentir o sabor. As águas, antes fonte de frescor, estão emboloradas, estagnadas na vida que se esvai. O ar carrega um cheiro estranho, como rolos de maconha queimando em um canto qualquer, lembrando-me que há coisas que tentam entorpecer a dor. Deus nos dá a vida, o fôlego, o amor. Ele nos dá dias de sol e noites estreladas, risos partilhados e abraços apertados. Mas também nos ensina que há um tempo para todas as coisas, inclusive para a despedida. Ainda que meu coração se recuse a aceitar, sei que Ele continua sendo Deus, mesmo quando meus olhos se enchem de lágrimas. Mas creio que, além da dor, além do que meus olhos veem, há esperança. Deus promete enxugar dos olhos toda lágrima e transformar o pranto em alegria. Hoje, ainda choro. Será que nos encontraremos de novo?

O peso da ausência

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Hoje acordei com um vazio que não sei nomear. Um silêncio diferente, que não é apenas ausência de som, mas ausência de tudo o que poderia ter sido. Você se foi. E com você foram os abraços que nunca dei, as palavras que não disse, os momentos que ficaram apenas como possibilidades que nunca existirão. Dizem que o tempo ajuda, mas hoje ele só parece aumentar essa dor. Sinto saudade do que tivemos, mas sinto ainda mais falta do que nunca tivemos. É injusto sentir falta de algo que nem aconteceu? Talvez seja. Mas o luto não segue regras. Ele vem como ondas, às vezes suaves, às vezes como um maremoto que me arrasta para o fundo. As lembranças são de dor. Não são conforto, são ferida aberta. Cada memória carrega o peso do que não voltará. O que deveria ser um refúgio se torna um labirinto sem saída. O som da sua voz na minha mente dói. Seu nome dito em voz alta corta como lâmina. E quando tento fugir desse peso, ele me alcança na forma de saudade esmagadora. Minha história foi reconstruída ...