Postagens

Quando a Espada Entra no Casamento

O Que a Palavra de Deus Revela “Então o rei disse: — Dividam em duas partes o menino vivo e deem a metade a uma e a outra metade à outra.” 1 Reis 3:25 — NAA Existem histórias bíblicas que conhecemos tão bem que corremos o risco de deixar de perceber sua profundidade. A história das duas mulheres que compareceram diante do rei Salomão, em 1 Reis 3:16-28, é uma delas. À primeira vista, encontramos uma disputa pela maternidade de uma criança. Mas, olhando mais profundamente, encontramos uma história sobre vida, morte, verdade, discernimento e amor . E essa passagem também pode lançar luz sobre uma realidade presente em muitos casamentos: há relacionamentos que continuam existindo exteriormente, mas nos quais alguma coisa morreu por dentro. O casal permanece junto. A casa continua funcionando. As responsabilidades são cumpridas. Os filhos estão ali. A rotina continua. Mas algo se perdeu. Talvez tenha morrido o diálogo. Talvez a admiração. Talvez a confiança. Talvez a ternura. Talvez a inti...

Não despreze as pequenas mudanças em seu casamento

“Pois quem despreza o dia das coisas pequenas? Estes sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel; são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.” Zacarias 4:10 (NAA) Existe uma tendência humana de acreditar que aquilo que realmente importa precisa ser grande, visível e imediatamente perceptível. Esperamos acontecimentos capazes de marcar uma ruptura entre o antes e o depois. No casamento, essa expectativa pode produzir uma espécie de miopia emocional: enxergamos com facilidade aquilo que ainda falta, mas temos dificuldade para reconhecer aquilo que já começou a mudar. Uma conversa diferente, uma resposta menos áspera, uma demonstração inesperada de carinho, uma disposição maior para ouvir ou até mesmo uma reação que deixou de acontecer podem parecer insignificantes diante de anos de conflitos, distanciamento ou frustrações. Entretanto, nem tudo o que é pequeno é irrelevante. Algumas das maiores transformações começam justamente de maneira quase imperceptível. A afirmação ...

SÉRIE BATALHA ESPIRITUAL — 2. O CINTURÃO DA VERDADE

“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade.” (Efésios 6:14) A primeira imagem apresentada por Paulo é o cinturão da verdade. Isso não significa que a verdade seja apenas uma informação correta que o cristão precisa conhecer. Na batalha espiritual, a verdade envolve aquilo que cremos, aquilo que pensamos e aquilo que praticamos. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Portanto, permanecer na verdade é permanecer submetido a Cristo. A batalha começa, muitas vezes, no campo das ideias: uma mentira sobre Deus, sobre nós mesmos, sobre o casamento, sobre o sofrimento ou sobre o futuro pode alterar nossas decisões antes mesmo que percebamos. O inimigo é apresentado nas Escrituras como enganador e pai da mentira (João 8:44). Por isso, o discernimento espiritual exige que nossos pensamentos sejam confrontados continuamente pela Palavra de Deus. Mas existe também uma dimensão prática. Quem conhece a verdade precisa escolher viver na verdade. Integridade, sinc...

SÉRIE BATALHA ESPIRITUAL — 1. A BATALHA E A PERMANÊNCIA EM DEUS

SÉRIE BATALHA ESPIRITUAL — 1. A BATALHA E A PERMANÊNCIA EM DEUS “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.” (Efésios 6.10) A vida cristã não é apresentada pelas Escrituras como uma existência livre de conflitos. O evangelho nos reconcilia com Deus, mas também nos introduz em uma realidade na qual precisamos permanecer firmes diante do pecado, da tentação e das forças espirituais que se opõem aos propósitos de Deus. Paulo começa sua instrução em Efésios 6 com uma ordem fundamental: “sede fortalecidos no Senhor” . O verbo aponta para uma força que não nasce no próprio cristão. A fonte da resistência espiritual não é a autoconfiança, mas a dependência de Deus. Essa distinção é essencial. A batalha espiritual não é uma disputa na qual o cristão enfrenta Satanás utilizando recursos humanos. Paulo afirma que nossa luta não é simplesmente contra pessoas, mas contra “principados e potestades” e contra as forças espirituais do mal (Efésios 6.12). Portanto, não podem...

Sofonias 3 — Deus se Alegra em Seu Povo

 Sofonias começa sua mensagem anunciando juízo e termina anunciando restauração. Essa mudança é uma das características mais belas do livro. Jerusalém havia sido denunciada por sua rebeldia, corrupção e injustiça. Seus líderes haviam se afastado do propósito de Deus, e a cidade havia se tornado espiritualmente corrompida. Entretanto, Deus não termina sua história com o juízo. A partir de Sofonias 3:9, surge uma promessa de transformação. Deus purificaria os povos e formaria um povo que invocaria o seu nome e o serviria. O objetivo da restauração não seria simplesmente reconstruir uma cidade. Deus queria formar novamente um povo humilde, fiel e dependente dele. Então aparece uma das declarações mais extraordinárias do Antigo Testamento: “O Senhor, seu Deus, está no meio de vocês; ele é poderoso para salvar. Ele se alegrará em vocês com prazer; com o seu amor os renovará.” (Sofonias 3:17) Depois de tantos anúncios de juízo, encontramos um Deus que permanece presente no meio de seu p...

Sofonias 2 — Busquem o Senhor

Depois de anunciar o juízo, Sofonias apresenta uma oportunidade. O capítulo 2 começa com um chamado urgente: “Busquem o Senhor”. Essa pequena frase está no centro da mensagem do profeta. O juízo anunciado não deveria produzir apenas terror. Deveria produzir arrependimento. Sofonias chama o povo a buscar o Senhor, buscar a justiça e buscar a humildade. Há aqui uma sequência significativa. O verdadeiro retorno para Deus não acontece apenas por meio de palavras. Ele envolve uma mudança de direção. Buscar o Senhor significa voltar o coração para ele. Buscar a justiça significa abandonar aquilo que é contrário ao seu caráter. Buscar a humildade significa reconhecer que não somos autossuficientes. O arrependimento começa quando deixamos de justificar nossa condição e começamos a buscar Deus. O capítulo também apresenta oráculos contra várias nações — os filisteus, Moabe, Amom, a Etiópia e a Assíria. O objetivo é mostrar que Deus não era apenas o Deus de Judá. Ele é Senhor sobre as nações. A ...

Sofonias 1 — Quando Deus Confronta a Indiferença

O primeiro capítulo de Sofonias é uma mensagem severa. O profeta anuncia o juízo de Deus sobre Judá e Jerusalém, denunciando uma geração que havia aprendido a conviver com a mistura espiritual. O povo continuava carregando o nome de Deus, mas seu coração estava dividido. Sofonias denuncia aqueles que adoravam o Senhor e, ao mesmo tempo, buscavam outros deuses. O problema não era apenas a idolatria explícita. Havia também uma postura muito mais sutil: pessoas que simplesmente haviam deixado de buscar o Senhor. Essa indiferença aparece de maneira impressionante em Sofonias 1:12, quando Deus afirma que procuraria aqueles que estavam acomodados e diziam em seu coração que o Senhor não faria bem nem mal. A indiferença espiritual também é uma forma de afastamento de Deus. Há pessoas que não abandonaram completamente a fé, mas deixaram de buscá-la com intensidade. Continuam frequentando ambientes religiosos, conhecem a linguagem bíblica e preservam determinadas práticas, porém já não vivem em...