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Mateus 26–28: O Rei Morre, Ressuscita e Envia

Durante todo o Evangelho de Mateus, uma pergunta foi crescendo diante de nós: quem é Jesus? No início, ele foi apresentado como filho de Davi e filho de Abraão. Depois, vimos sua autoridade sobre enfermidades, demônios, natureza e pecado. Ouvimos seus ensinamentos sobre o Reino, vimos discípulos abandonarem tudo para segui-lo e testemunhamos Pedro confessar que ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Jesus entrou em Jerusalém como Rei, mas agora chegamos ao momento para o qual toda a narrativa estava caminhando: a cruz. Mateus 26–28 não é simplesmente o relato dos últimos dias de Jesus. É o centro da mensagem cristã. O Rei será rejeitado, traído, condenado, crucificado e sepultado. E então acontecerá aquilo que nenhum de seus discípulos poderia produzir por conta própria: o Rei ressuscitará . Jesus sabe o que está por vir Mateus 26 começa com Jesus anunciando novamente sua morte: “Como vocês sabem, daqui a dois dias será a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.” ...

Ele Pode Dominar-se: O Governo de Deus Começa no Coração

 A linguagem de Gênesis 4:7 também pode ser compreendida dentro do tema mais amplo do governo e da responsabilidade humana apresentado desde a criação. Em Gênesis 1:28, Deus concede ao ser humano a responsabilidade de exercer domínio sobre os seres vivos e administrar a criação. O verbo utilizado ali é רָדָה — rādâ, que traz a ideia de exercer domínio ou governar. Em Gênesis 4:7, porém, encontramos outro verbo: מָשַׁל — māšal. Nesse contexto, Deus fala a Caim sobre o pecado que deseja dominá-lo e o chama a exercer domínio sobre aquilo que está à porta de seu coração. Portanto, não se trata de afirmar que os dois textos utilizam o mesmo verbo ou que Gênesis 4:7 seja simplesmente uma repetição de Gênesis 1:28. A relação está no tema do governo: aquele que foi criado para exercer domínio responsável sobre a criação é confrontado, em Gênesis 4, com a necessidade de não permitir que o pecado exerça domínio sobre ele. Essa distinção é importante. O domínio concedido na criação não aut...

5. Vivendo o Casamento debaixo do governo de Deus

  QUANDO O FUTURO DE DEUS ENTRA NO PRESENTE Vivendo a realidade do Reino enquanto aguardamos sua consumação Nas aulas anteriores, avançamos na compreensão do Reino de Deus a partir de sua presença na história e de sua relação com a pessoa de Jesus Cristo. Aprendemos que o Reino não pode ser reduzido a uma realidade exclusivamente futura, nem a uma experiência apenas interior. Também vimos que a proclamação de Jesus apresentava uma reivindicação central: o governo de Deus havia chegado. A aula anterior mostrou ainda como Gerhardus Vos contribuiu para essa compreensão ao destacar a natureza teológica e intencional da proclamação do Reino feita por Jesus. A partir dessa base, chegamos à contribuição de George Eldon Ladd e àquilo que se tornou conhecido como a compreensão do “já e ainda não”, ou escatologia inaugurada. Essa compreensão é fundamental porque nos ajuda a responder uma pergunta que acompanha toda a experiência cristã: como podemos experimentar hoje aquilo que pertenc...

Mateus 11–13: Quando o Reino Está Diante dos Olhos

 Até aqui, Mateus nos mostrou um Rei que ensina, cura, confronta, perdoa e forma seus discípulos. Agora, a narrativa começa a ganhar um peso diferente. Jesus está se aproximando de Jerusalém. O caminho que começou na Galileia conduz inevitavelmente à cidade onde ele será rejeitado, condenado e crucificado. Mas antes da cruz, existe um confronto. Jesus entrará em Jerusalém como Rei. E, ao entrar, não encontrará apenas pessoas dispostas a segui-lo. Encontrará também estruturas religiosas, interesses, expectativas e corações que não querem reconhecer sua autoridade. Mateus 19–25 nos conduz por essa última grande etapa do ministério público de Jesus. É uma caminhada que passa pelo casamento, pelas riquezas, pelo serviço, pela entrada triunfal, pelo templo, pelos conflitos com os líderes religiosos e pelo ensino sobre a vigilância. Quanto mais Jesus se aproxima da cruz, mais claramente revela quem ele é. O casamento não é descartável Mateus 19 começa com uma pergunta sobre divórcio. Alg...

Mateus 14–18: O Rei e o Seu Povo

Até aqui, Mateus apresentou Jesus como o Rei prometido, mostrou sua autoridade e revelou a natureza do Reino de Deus. Agora, porém, algo começa a mudar. Os discípulos já não estão apenas observando Jesus. Eles estão sendo formados por ele. Mateus 14–18 apresenta milagres extraordinários, mas também momentos de medo, incompreensão, confissão, fracasso e restauração. Os discípulos começam a perceber que seguir Jesus não significa simplesmente testemunhar acontecimentos impressionantes. Significa aprender uma nova maneira de viver. O Reino não é formado apenas por pessoas que reconhecem a autoridade do Rei. É formado por pessoas que precisam aprender a viver umas com as outras sob essa autoridade. E, nesse processo, Jesus começa a confrontar algumas das nossas expectativas mais profundas sobre grandeza, poder, liderança, sofrimento e relacionamento. Quando João Batista é silenciado Mateus 14 começa com uma notícia trágica. Herodes havia prendido João Batista. O motivo estava relacionado à...

Mateus 11–13: Quando o Reino Está Diante dos Olhos

Há momentos em que a verdade está diante dos nossos olhos e, ainda assim, não conseguimos enxergá-la. Podemos ouvir as palavras certas, observar acontecimentos extraordinários e até possuir conhecimento religioso — e, mesmo assim, permanecer resistentes àquilo que Deus está fazendo. É exatamente essa tensão que começa a aparecer em Mateus 11. Jesus já ensinou. Já curou. Já expulsou demônios. Já perdoou pecados. Já demonstrou autoridade sobre a natureza. O Rei está presente. Mas a presença do Rei não significa que todos o receberão. Nos capítulos 11–13, Mateus nos apresenta dúvidas, rejeição, oposição, convite, juízo e parábolas. O Reino de Deus está avançando, mas o coração humano continua tendo de responder. E surge uma questão profunda: O que fazemos quando Deus não age da maneira que esperávamos? João Batista também teve perguntas João Batista havia anunciado a chegada do Reino. Ele havia apontado para Jesus. Mas agora João está preso. Aquele que preparou o caminho encontra-se em um...

HADASSA, A MULHER QUE TINHA DOIS NOMES

  Texto-base: Ester 2:5–7 “Havia um homem judeu na cidadela de Susã, cujo nome era Mordecai, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita. Ele fora levado de Jerusalém para o exílio com os exilados que foram levados com Jeconias, rei de Judá, a quem Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia levado para o exílio. Ele havia criado Hadassa, isto é, Ester, filha de seu tio, porque ela não tinha pai nem mãe. A jovem era bonita e formosa...” Ester 2:5–7 (NAA) 1. HADASSA E ESTER: POR QUE ELA TINHA DOIS NOMES? Antes de estudar sua história, precisamos entender algo que muitas vezes passa despercebido: a Bíblia apresenta essa mulher pelos dois nomes . O texto hebraico diz: הֲדַסָּה — Hadassah אֶסְתֵּר — Esther Ester 2:7 não simplesmente diz que Hadassa "mudou de nome". Ele apresenta: “Hadassa, isto é, Ester.” 🌿 Hadassa — הֲדַסָּה Hadassah está relacionada à palavra hebraica הֲדַס (hadas) , que significa murta , uma planta aromática conhecida por sua folhagem verde e fr...