Igreja Imperfeita ou Igreja Doente? Aprenda a Discernir a Diferença
“Não existe igreja perfeita. Se você encontrar uma e entrar, você vai estragar.”
A frase é espirituosa, mas precisa ser confrontada. É verdade que não existe igreja perfeita, porque a Igreja é formada por pessoas imperfeitas. Entretanto, usar a nossa própria imperfeição para justificar uma igreja doente, abusiva, desordenada ou distante das Escrituras é outra coisa.
A Bíblia não nos chama a procurar uma igreja perfeita, mas uma igreja fiel. Uma igreja pode ter falhas e, ainda assim, honrar a Palavra, reconhecer seus erros, exercer disciplina, cuidar das pessoas, cultivar comunhão e manter Cristo no centro. Imperfeição é inevitável; infidelidade não deve ser normalizada.
Além disso, dizer que “você vai estragar a igreja quando entrar” pode parecer uma declaração de humildade, mas também pode produzir uma espécie de cinismo espiritual: como se não houvesse diferença entre maturidade e imaturidade, entre pecado e fraqueza, entre desordem e processos legítimos de crescimento.
A igreja primitiva também era imperfeita. Havia conflitos, imaturidade, problemas doutrinários, disputas e pecados. Mesmo assim, os apóstolos não disseram: “É assim mesmo, nenhuma igreja é perfeita.” Eles corrigiram, confrontaram, ensinaram, disciplinaram e chamaram o povo ao arrependimento.
Portanto, não procure uma igreja perfeita. Procure uma igreja onde a verdade seja amada, Cristo seja honrado, a Palavra governe, o pecado seja tratado, pessoas sejam cuidadas e haja disposição genuína para crescer.
Porque uma coisa é entrar numa igreja imperfeita e contribuir para sua edificação. Outra, completamente diferente, é entrar numa igreja adoecida e chamar sua doença de “imperfeição”.
E talvez a pergunta mais importante não seja: “Esta igreja é perfeita?”
Mas: “Esta igreja está sendo fiel a Cristo?”
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