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3. Vivendo o Casamento debaixo do Governo de Deus

  O “JÁ” E O “AINDA NÃO” NO CASAMENTO Vivendo entre aquilo que Deus já começou e aquilo que ainda esperamos Na caminhada cristã, existe uma tensão que precisamos aprender a compreender sem tentar eliminá-la: o Reino de Deus já chegou, mas ainda não foi plenamente consumado. Em Cristo, uma nova realidade foi inaugurada, o governo de Deus entrou na história e a obra de redenção já está em andamento. Ao mesmo tempo, ainda aguardamos a manifestação plena desse Reino, a vitória definitiva sobre o pecado e a restauração de todas as coisas. Essa tensão, conhecida na teologia como o “já” e o “ainda não”, é fundamental para compreendermos não apenas a mensagem do Reino, mas também a maneira como devemos viver enquanto esperamos aquilo que Deus ainda realizará. Essa compreensão é particularmente importante para nós, mulheres que desejamos viver nossos casamentos debaixo do governo de Deus. Muitas das nossas frustrações surgem porque esperamos que aquilo que Deus começou se manifeste imedi...

2. Vivendo o casamento debaixo do governo de Deus

  AULA 2 . DOIS REINOS, DUAS MENTALIDADES Discernindo os valores que estão governando nossa casa Na primeira aula, começamos a compreender que o Reino de Deus não é simplesmente um lugar para onde iremos depois da morte. O Reino está relacionado ao governo de Deus, à autoridade do Rei e à realidade que foi inaugurada por Cristo. Quando essa verdade deixa de ser apenas um conceito teológico e passa a alcançar nossa vida, somos conduzidas a uma pergunta inevitável: se Cristo é Rei, quais valores estão governando a maneira como pensamos, decidimos e nos relacionamos? Essa pergunta se torna especialmente importante quando pensamos no casamento. Nenhuma mulher chega ao matrimônio completamente vazia de referências. Antes da aliança conjugal, já fomos formadas por nossa família, nossa história, nossa cultura, nossas experiências, nossos relacionamentos e pelas ideias que ouvimos repetidamente ao longo da vida. Algumas dessas influências são facilmente identificadas, mas outras se t...

Os Cinco Ministérios: Crescendo na Estatura de Cristo

 Em Efésios 4:11-13, Paulo apresenta cinco ministérios concedidos por Cristo à sua Igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Entretanto, quando observamos o texto com atenção, percebemos que Paulo não está simplesmente apresentando cinco funções ou cargos ministeriais. Ele está revelando uma dinâmica de formação. Esses ministérios existem para preparar os santos, edificar o corpo de Cristo e conduzi-lo à maturidade, até que todos alcancemos a medida da estatura da plenitude de Cristo. Essa perspectiva muda nossa maneira de enxergar os ministérios. O centro não são os ministros, nem as estruturas que construímos, mas Cristo. Ele é o modelo e, ao mesmo tempo, a medida. Os ministérios são instrumentos utilizados por Deus para que seu povo seja formado segundo esse modelo. O apostólico está relacionado ao começo, ao envio e à implantação. A palavra apóstolo carrega a ideia daquele que é enviado. Existe uma semente que precisa ser lançada para que algo possa começ...

1. Vivendo o casamento debaixo do governo de Deus

Compreendendo o governo de Deus e suas implicações para a vida da mulher cristã INTRODUÇÃO Iniciamos esta formação com um tema que está no centro da mensagem de Jesus: o Reino de Deus. Para uma mulher cristã, compreender o Reino não significa apenas adquirir conhecimento sobre uma doutrina importante da fé. Significa aprender a enxergar a própria vida a partir do governo de Deus. Isso inclui sua identidade, suas escolhas, sua família, seu casamento, sua maneira de lidar com as circunstâncias e sua compreensão acerca daquilo que Deus está realizando em sua história. Esse material apresenta o Reino de Deus como uma das realidades centrais da fé cristã, capaz de organizar e iluminar a narrativa bíblica. O Reino aparece relacionado à missão de Jesus, ao evangelho, à identidade da Igreja e à história da redenção. Para as Esposas de Fé, essa compreensão será fundamental porque não queremos estudar o casamento isoladamente dos grandes temas da fé cristã. Queremos compreender a mulher,...

O Que Você Já Recebeu e Deixou de Valorizar?

A gratidão cristã não nasce simplesmente quando tudo está bem. Ela nasce quando somos capazes de olhar para a nossa história e reconhecer a graça de Deus presente nela. Por isso, gratidão também é memória. É lembrar de onde Deus nos tirou, das portas que abriu, das vezes em que nos sustentou e de tudo aquilo que, um dia, recebemos como resposta de oração. Paulo nos ensina: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5:18 — NVI). Isso não significa agradecer pelo mal ou fingir que a dor não existe. Existem perdas, injustiças, doenças e tragédias que não são boas. A gratidão bíblica não nega a realidade do sofrimento. Ela reconhece que, mesmo dentro dele, Deus continua sendo Deus, continua sendo bom e continua presente. Um dos grandes perigos da vida espiritual é esquecer. Em Deuteronômio 8:11-14, Moisés adverte Israel para que não se esqueça do Senhor depois de experimentar fartura, boas casas, crescimento e pr...

Quando o trabalho começa a adoecer a alma: os nove pecados que podem dominar nossa vida profissional

  Durante muito tempo, a espiritualidade cristã foi tratada como algo pertencente principalmente à igreja, à oração, ao culto e à vida devocional. O trabalho, por outro lado, parecia pertencer a outra esfera: a das responsabilidades, metas, salários, negócios, produtividade e sobrevivência. Entretanto, a Bíblia jamais apresentou uma divisão tão rígida entre o sagrado e o cotidiano. Deus não é Senhor apenas do domingo. Ele também é Senhor da segunda-feira. É justamente nessa perspectiva que R. Paul Stevens e Alvin Ung, em Taking Your Soul to Work: Overcoming the Nine Deadly Sins of the Workplace , chamam nossa atenção para uma questão extremamente necessária: podemos levar nossa alma para o trabalho, mas também podemos permitir que o trabalho molde nossa alma de maneira destrutiva. O ambiente profissional não é espiritualmente neutro. Ali aparecem nossas ambições, inseguranças, desejos, frustrações, comparações e necessidades de reconhecimento. É possível trabalhar em uma empresa cr...

Envelhecer com Propósito: O Chamado para o Restante da Vida

 Envelhecer não significa perder o propósito. Significa entrar em uma nova estação da vida, levando consigo experiências, conhecimentos e uma sabedoria que só o tempo pode produzir. Em uma sociedade que frequentemente associa valor à juventude, produtividade e desempenho, precisamos recuperar uma verdade bíblica: Deus não estabelece prazo de validade para o chamado de uma pessoa. Muitas pessoas relacionam seu propósito exclusivamente à profissão, à criação dos filhos ou às responsabilidades que exerceram durante a vida. Por isso, aposentadoria, filhos adultos ou mudanças naturais podem provocar a sensação de que sua melhor fase terminou. Entretanto, nosso valor nunca esteve fundamentado apenas naquilo que fazemos. A Escritura declara: “Na velhice darão ainda frutos” (Salmo 92:14, ARA). A imagem é poderosa. Uma árvore madura continua produzindo frutos. Talvez o fruto seja diferente, mas sua vida continua tendo valor, influência e significado. Na maturidade, o chamado pode assumir...